sábado, março 6, 2021
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CBFS coloca à venda centro de treinamento para sair da crise

 A Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) segue tentando sair da crise, que culminou na interrupção das atividades da seleção brasileira durante alguns períodos nos últimos dois anos. Com uma dívida estimada em R$ 6 milhões – números divulgados em setembro de 2015 -, a entidade resolveu colocar à venda o seu centro de treinamento, localizado em Iparana, Região Metropolitana de Fortaleza. O local estava subutilizado desde 2013, quando a seleção utilizou as instalações pela última vez. Segundo o presidente da CBFS, Marcos Madeira, hoje o CT está alugado para aliviar as despesas.

Centro de treinamento CBFS Fortaleza (Foto: Zerosa Filho/CBFS)
Foto: Zerosa Filho/CBFS

– O pensamento de vender o centro de treinamento já estava dentro de um conjunto de medidas discutidas com os presidentes das federações estaduais. O custo para a utilização do CT é muito alto. A seleção brasileira utilizou o local muito pouco em épocas passadas, e agora nós temos o oferecimento de alguns estados para fazermos treinamentos sem nenhum custo para a CBFS – afirmou Madeira, em entrevista por e-mail ao GloboEsporte.com.

Inaugurado na gestão de Aécio de Borba Vasconcelos, o centro de treinamentos da CBFS conta com um ginásio, academia, refeitório, alojamento e área de lazer para os atletas. A Confederação não quis informar o valor pedido para a compra, nem quem são os interessados em adquirir o local.A CBFS segue sem patrocínio master para a camisa da seleção Brasileira.

ENTENDA A CRISE NA CBFS

A crise no futsal brasileiro explodiu em 2014, quando o então presidente da CBFS, Aécio de Borba Vasconcelos, teve o balanço da sua administração reprovado pela primeira vez na história da entidade. Revoltados com a má administração da CBFS e desgastados com o diretor de seleções, Edson Domingues Nogueira, o qual promoveu uma grande reformulação na comissão técnica após o Mundial de 2012, um grupo de jogadores liderado por Falcão passou a boicotar a seleção.

Envolvido em denúncias de nepotismo e corrupção, Aécio renunciou ao cargo em junho de 2014. Em seu lugar assumiu o vice-presidente de competições, Renan Tavares. Na esperança de dias melhores, os jogadores resolveram dar um voto de confiança ao novo presidente e voltaram a defender a seleção no segundo semestre de 2014. No entanto, após a disputa do Grand Prix, em novembro, em São Bernardo do Campo (SP), a seleção ficou vários meses sem atuar, já que a CBFS se encontrava em grave crise financeira, chegando a cancelar todos os compromissos marcados para a equipe do técnico Serginho Schiochet no início de 2015.

Marcos Madeira, presidente, CBFS, futsal (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
Marcos Madeira assumiu a CBFS em meio a grave crise financeira (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)

Devido à crise financeira, Renan antecipou a eleição à presidência para março do ano passado, avisando que não continuaria no cargo. Líder da oposição, o então presidente da Federação Mineira, Marcos Madeira, decidiu lançar uma chapa após aliar-se à situacionista Louise Bedé. O fato revoltou jogadores, que declararam novo boicote á seleção no mesmo mês de março – os atletas chegaram a lançar a candidatura de Nilton Romão, que desistiu do pleito, uma vez que a chapa rival contava com o apoio de quase todas as federações. A comissão técnica também acompanhou o protesto e entregou o cargo no dia 23 de março de 2015.

Após tentativa fracassada de levar o futsal para a CBF e de terceirizar a gestão da seleção brasileira, os atletas voltaram a se aproximar da CBFS após seguidas reuniões e, em julho de 2015, a paz foi selada, e a comissão técnica de Serginho Schiochet reassumiu o comando. A seleção voltou às suas atividades a partir de agosto do ano passado, quando disputou a Copa América no Equador. O Mundial será em setembro na Colômbia

 

 

 

FONTE: GLOBO.COM

FOTO:CBFS

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